Leis aprovadas no início deste ano nos municípios de Satipo e Nauta, na Amazônia peruana, reconhecem as abelhas sem ferrão como sujeitos de direitos, abrindo caminho para que ações judiciais sejam movidas em seu nome em casos de ameaça, dano ou violação de seus habitats.
O conjunto de normas garante às abelhas sem ferrão o direito de existir e prosperar, de manter populações saudáveis e de viver em ambientes ecologicamente equilibrados, livres de poluição, desmatamento excessivo e impactos severos das mudanças climáticas. As leis também preveem representação legal em disputas judiciais, permitindo que comunidades e defensores ambientais atuem formalmente em sua proteção.
Consideradas algumas das abelhas mais antigas do planeta, as abelhas sem ferrão somam mais de 600 espécies conhecidas em todo o mundo. Seu papel ecológico é central: elas são polinizadoras primárias, essenciais para a reprodução de uma ampla variedade de plantas nativas e para a manutenção da biodiversidade nas florestas tropicais.
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📸 Imagem: Earth Law Center/Luis García/Divulgação