A exposição permanente “Tuíre Kayapó: o facão é meu corpo e eu não tenho medo” homenageia a trajetória da ativista que ganhou projeção mundial em 1989, ao encostar seu facão no rosto de um engenheiro da Eletronorte durante um debate sobre os impactos da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. A imagem correu o mundo, tornou-se símbolo de resistência e ajudou a adiar por décadas a construção do complexo de barragens em Altamira.
A mostra que está em cartaz na Casa Ikeuara, em Belém, reúne registros históricos, vídeos, fotografias e objetos pessoais, como o cocar e o último facão usados por Tuíre, que faleceu em agosto de 2024, vítima de complicações de um câncer.
“Quando pensei em criar essa exposição, foi não só como homenagem, mas como forma de demarcar a história da importância que ela teve para a luta em defesa da floresta e do meio ambiente, e também para apresentar para a sociedade quem são nossos heróis”
Nice Tupinambá, curadora da mostra.
Terça a sábado, das 9h às 18h | Domingo, das 9h às 13h
Casa Ikeuara da Amazônia, Travessa Piedade, 638 Belém – Pará
Para mais infos: @casaikeuara
Foto: Benjamin Mast / La Mochila Produções