A exposição celebra cinco décadas de documentação fotográfica de Araquém Alcântara, reunindo imagens icônicas que dialogam com a urgência climática e o protagonismo amazônico na COP 30. Integrada à programação cultural do “Banzeiro da Esperança”, expedição fluvial da FAS e Virada Sustentável que navega de Manaus a Belém conectando vozes da floresta ao debate global, a mostra apresenta um percurso visual em três atos.
Em “Povos e Saberes Ancestrais”, retratos em preto e branco revelam os guardiões primeiros do território. “Biodiversidade” explode em cores celebrando a fauna e flora ainda resistentes, com destaque para as icônicas onças-pintadas. “Antropoceno ” confronta o visitante com registros de queimadas, secas e transformações da paisagem amazônica.
As fotografias de Araquém transcendem o registro documental para se tornarem testemunhos proféticos: imagens que um dia foram poesia visual hoje assumem caráter de manifesto urgente. Sua obra demonstra que não há solução climática sem reconhecer a indissociável relação entre biodiversidade e sociodiversidade, entre a proteção da floresta e o respeito aos povos que a habitam há milênios.
No momento em que Belém recebe a conferência do clima, o olhar de Araquém oferece um mapa visual para navegarmos a crise ambiental, lembrando que o futuro sustentável que buscamos já existe, fotografado nos saberes ancestrais, na natureza resiliente e nas comunidades que seguem protegendo a Amazônia.

