Em sintonia com a genialidade do mestre e inventor musical Mestre Cupijó, o Baile do Mestre Cupijó se firmou como um dos principais representantes da música amazônica contemporânea. O grupo nasce em 2017 a partir do documentário Mestre Cupijó e Seu Ritmo (dirigido por Jorane Castro), quando foi criado para executar ao vivo o repertório do mestre, devido à escassez de registros audiovisuais de suas apresentações originais.
Desde então, o Baile transformou-se em movimento cultural, consolidando-se como guardião e renovador do Siriá, Banguê e Mambo, ritmos do Baixo Tocantins que marcaram a trajetória do mestre. De lá para cá, o grupo já passou por importantes festivais como Se Rasgum, Virada Cultural de São Paulo, Festival Psica, Festival Fartura Brasil, Festival Apoena, entre outros. Em cada show, o público é convidado a mergulhar em uma experiência coletiva, dançante e vibrante, que une tradição e inovação.
Em 2024, o Baile lançou seu primeiro álbum de estúdio, com 15 faixas que atualizam clássicos de Cupijó e participações de nomes de peso como Dona Onete, Felipe Cordeiro e DJ Waldo Squash. O trabalho também inclui um DVD ao vivo que captura a energia contagiante das apresentações. Entre os destaques está Caboclinha do Igapó, com a participação especial de Dona Onete, e Morena do Rio Mutuacá, com Felipe Cordeiro, Waldo Squash e Lucas Estrela.
Já em 2025, a banda lançou o clipe Vai e Vem, celebrando a força do mambo amazônico e marcando a estreia da cantora Carla Costta como vocalista principal. Natural de Cametá, Carla carrega uma ligação direta com a história: é neta de Bena Lopes, saxofonista que tocou com Mestre Cupijó. Sua chegada reforça ainda mais a autenticidade e a continuidade do legado.
Mais do que uma banda, o Baile é uma celebração viva da cultura amazônica. Seus projetos também incluem oficinas, rodas de conversa e produções audiovisuais, ampliando o alcance da obra de Cupijó e fortalecendo os profissionais da música regional. O grupo reafirma, a cada etapa, seu compromisso com a difusão, valorização e preservação do patrimônio cultural e imaterial do Baixo Tocantins.

