Quem cresceu perto de um quintal, de um sítio ou de uma praça mais escura talvez se lembre dos vaga-lumes piscando no começo da noite. Hoje eles são cada vez mais raros nas cidades. A luz artificial atrapalha os sinais que usam para se encontrar, e a perda de áreas verdes reduz os lugares onde vivem.
Em Vagalumens, Henrique Roscoe cria pequenos seres eletrônicos que piscam e emitem sons delicados. Cada um tem um comportamento próprio, programado pelo artista, entre o previsto e o acaso. Juntos, formam um ecossistema noturno inventado, que lembra o que está desaparecendo.
Roscoe é artista audiovisual, músico e curador. Desde 2004 pesquisa a relação entre som e imagem, a arte generativa e a construção de instrumentos próprios. Aqui ele usa circuitos simples, componentes de baixo custo e baterias recarregáveis, uma tecnologia modesta e pensada para gastar pouco.
A instalação acende ao cair da tarde e convida a desacelerar, olhar e escutar. Do que abrimos mão quando a cidade nunca escurece? A tecnologia pode lembrar a natureza, mas pode substituí-la? E o que ainda dá tempo de proteger?
Com: Henrique Roscoe Correa Pinto
Sobre:
Henrique Roscoe é artista audiovisual, músico e curador. Trabalha na área audiovisual desde 2004, explorando caminhos da arte generativa e visual music; investigando as relações entre som, imagem e narrativas abstratas simbólicas. Procura no diálogo com a máquina expandir as possibilidades criativas e explorar os limites entre o determinado e o aleatório. Através do uso de programações e da construção de instrumentos originais, cria comportamentos específicos para cada elemento em cena, sempre buscando relações conceituais estabelecidas a partir do uso dos princípios fundamentais de som e imagem.
Onde: Área de Convivência – árvores – Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade / Paraíso, São Paulo – SP
Classificação: Livre | Acessibilidade: Nenhum recurso específico


