Araquém Alcântara percorre o Brasil há mais de cinco décadas e é conhecido sobretudo por fotografar a natureza do país. Nesta exposição, ele volta a lente para quem vive nesses lugares: sertanejos, ribeirinhos, pescadores, povos indígenas, crianças e anciãos que guardam modos de vida ligados ao chão, às águas e à floresta.
São retratos em preto e branco, feitos de perto e sem pressa. As imagens nascem da convivência, do tempo que o fotógrafo passou com essas pessoas até que elas se deixassem ver. Por isso os retratos têm algo de encontro: quem está na foto também olha de volta, e cada rosto guarda uma história que não cabe em uma só imagem.
A sequência parte da terra e das águas, atravessa a mata e a memória dos mais velhos e termina nas crianças, que levam tudo isso adiante. É um percurso sobre pertencimento. Uma floresta viva, um rio limpo e um chão fértil dependem das pessoas que cuidam deles todos os dias.
No meio da pressa da cidade, estas imagens convidam a uma pausa. Quem são essas pessoas? O que elas sabem que esquecemos? E o que estamos fazendo, aqui, para que o futuro delas, e o nosso, continue possível?
A exposição reúne 18 retratos no espaço expositivo da Estação Trianon-MASP (Linha 2-Verde) do Metrô e fica em cartaz de 5 de novembro a 11 de dezembro de 2026, durante todo o horário de funcionamento da estação.
Com: Araquém Alcântara
Sobre:
Araquém Alcântara é fotógrafo e ambientalista, considerado um dos pioneiros da fotografia de natureza no Brasil. Há mais de cinco décadas percorre o país registrando biomas, fauna e as populações que vivem nesses territórios, com uma obra que documenta a Amazônia, povos originários, comunidades ribeirinhas e quilombolas. Na Virada Sustentável, já apresentou exposições como “Amazônia das Crianças” e “O Brasil de Araquém Alcântara”.
Onde: Estação Trianon- Masp
Classificação: Livre
