A atividade consiste em realizarmos em grupo uma troca com o foco na vida lúdica, colocando a natureza como protagonista. Iremos trabalhar com materiais naturais como: bambu, semente de jatobá, tintas de terra, assim como também artificiais, como canetas, tintas, poscas, papel canson, embalagens de produtos, rótulos, entre outros. Por meio destes opostos vamos levantar pensamentos e ideias, por meio de dinâmicas, a fim de criar indagações para os grupos participantes, para entendermos de onde estamos vindo, onde estamos e para onde continuaremos caminhando se não alteramos métodos de consumo, sejam eles de qualquer forma. Os contextos que levantaremos serão com base no que é sustento diário, o comum para todos. Utilizaremos o nosso corpo com isto, lembrando que este também é território. Para não cairmos em ilusões diárias, como citou Criolo em sua música “”Esquiva da Esgrima”” “novas embalagens para antigos interesses”, iremos rasgar embalagens, fazer colagens, construir pontes com coisas que muitas vezes são enterrados sem honra alguma, queremos trazer a visão para o que ninguém vê, a produção e o destino do que utilizamos. E trazer a consciência não só para os objetos disso, mas como também as pessoas, que muitas vezes se tornam abjetos disto tudo. Não queremos deixar de lado nada nem ninguém, e para que nada seja esquecido, nessa oficina iremos até o final, caminharmos juntos, para que cada pessoa possa levar um copo de bambu ou uma arte no papel, ou qualquer lembrança que seja! Esse é objetivo da atividade, realizar trocas, a fim de construirmos algo novo juntos, que veio de algo que seria descartado, ou algo em que muitas vezes não pensamos em usar.
Toda a proposta será desenvolvida ao redor de uma kombi, que viajou o Brasil, e que carrega consigo muitas histórias, de como saber seguir por um caminho que não seja só imediatista, como muitas vezes essa política do carro é, mas como quem leva sua casa em seu carro, um projeto em seu carro, e isso altera a maneira com a qual lidamos com diferentes ambientes, entendendo o nosso país (macro) para conseguir viver em um ambiente micro, reutilizando águas, levantando dados, comunicando de maneiras exatas e coesas, e isso tudo reflete em pensamento sustentável. Trazer o novo respeitando a ancestralidade, como diria Ailton Krenak.

